Olá, meu nome é Carol, na verdade é Carolina, mas todos me chamam de Carol. Tenho 19 anos -na verdade quase 20, faltam 15 dias- e estou me mudando para Curitiba, onde estarei cursando a faculdade de medicina.
Quando afirmei que estava "me mudando" quis dizer que estou indo morar em Curitiba,mais especificamente em um simpático e próspero apartamento que meus pais compraram para mim. Ele é lindo-acabei de descobrir- e ainda tem a "minha cara", o melhor de tudo é que ele é bem localizado, fica no centro da cidade e muito perto da minha faculdade! Estou animadíssima!
Segunda será meu primeiro dia de aula! Estou muito ansiosa, porém um tanto cansada da viagem e muitíssimo atarefada. Devo ajeitar meu "apê" rapidamente, pois o tempo é curto e o relógio não pára.
Pois bem, já arrumei muitas coisas, minhas roupas já estão no closet - no meu caso o guarda-roupas - e as louças já estão no armário. Só falta fazer a instalação elétrica- trabalho do eletricista, é claro- e ir ao mercado comprar os mantimentos - comida -. O único problema é que não conheço muito bem a cidade porém, meu primo Mateus, garantiu que me ajudará no que for preciso -espero que ele cumpra sua promessa-. O restaurante/lanchonete daqui de baixo ajudará um pouco enquanto eu não conseguir fazer minha própria comida- vale ressaltar que cozinho muito bem, e que seria incapaz de "desativar" minha belíssima cozinha-.
Fui dormir estava exausta. Precisava descansar para meu primeiro dia de aula - parece que refiro-me à pré-escola, mas não, iniciarei a faculdade, e ainda, não preciso de meus pais para me ajudarem e para me levarem na escolinha, segurando minha mão, levando minha mochilinha, não! eu não precisava daquilo, já me tornara uma mulher, responsável e madura. Já era adulta! Tinha de me virar sozinha!
Acordei com o despertador de meu maravilhoso celular -desculpem, mas preciso dizer: sou apaixonada pelo meu celular!-, fui ao banheiro, fiz minha higiene, segui em direção à cozinha onde me deparei com a geladeira vazia. Após um maravilhoso e um tanto demorado banho, procurei alguma roupa para vestir. Estava um pouco atrasada, então peguei minha linda calça jeans, uma blusa meia-estação roxa com uma leve estampa, um humilde cinto fino preto, uma bota com cano médio e pouco salto, vesti-me, soltei o cabelo que estava todo encaracolado - lindíssimo -. Peguei minha bolsa, pus meu celular no bolso e saí, tranquei a porta e desci as escadas rapidamente -estava sem tempo para esperar o elevador chegar-. Parei um táxi que passava por aí e ordenei ao simpático motorista:
- Para a UFPR, por favor! Se não se importar de ir rapidamente, estou atrasada! - Disse eu exasperada-.
- Não se preocupe, - tentou me acalmar o motorista - chegaremos em alguns minutos...
Chegando, dei o dinheiro ao atencioso motorista e sai - digamos assim - correndo. Quando assustadamente deparei-me com o pavilhão vazio. Desesperei-me instantaneamente.
De repente senti uma mão me tocando, girei rapidamente a procura de um rosto que pudesse me ajudar:
- Você deve ser nova por aqui! - Disse uma voz belíssima que saiu de uma boca lindíssima que pertencia a um homem maravilhoso, belíssimo... E que me deixou, digamos assim; perdida!
- Sim - Afirmei. Estava realmente extasiada, sem palavras, ele era... lindo! Tinha o cabelo escuro e bem cortado, olhos negros muito expressivos, acompanhados de sobrancelhas bem ajeitadas, não muito finas e não muito grossas, perfeitas; um nariz levemente arrebitado, não tão grande e não tão pequeno, perfeito; sua boca era tão... tão... perfeita, com um singelo brilho no canto; seu rosto era levemente quadrado, seu queixo sutilmente grande; sua pele era levemente bronzeada; perfeita. Ele era realmente perfeito, forte - do tipo de quem malha -, encantador, gentil e por que não dizer, apaixonante!
- E suponho que está perdida. -Seu sorriso irônico fez brilhar meus olhos e roubou de minha boca um sorriso retribuindo ao seu.
- Pois é, eu ainda acrescentaria atrasada - respondi a ele que ainda estava sorrindo. Não sei de onde resgatei tais palavras que formaram tão grande frase. Simplesmente saiu...
- Então, me diga de que turma você é e tentarei lhe ajudar- falou em um tom um pouco sarcástico, provavelmente notara que estava um pouco boba.
- Primeiro ano de medicina, se é que isso ajuda!- voltei a me concentrar em nossa conversa, estava com medo que meu rosto ficasse vermelho de vergonha.
- Que coincidência!- Disse ele reluzente- também estou no 1º ano de medicina, você irá estudar comigo! - Ele realmente parecia muito feliz com essa coincidência. Será que ele se interessara por mim? Eu nem era tão atraente assim! Justo por mim? Deveria ter tantas garotas muito mais bonitas do que eu em tal imenso lugar!
- Nossa!! Será maravilhoso passar um tempo com você - pausa para perceber a besteira que disse- Quero dizer, será bom estudar com você - tentando concertar a besteira e fazer com que não parecesse que estava dando em cima dele. Em bora nem eu sabia se realmente estava fazendo. Percebi meu rosto avermelhando-se, para meu pavor.
- Entendo,- em minha percepção ele também estava envergonhado, o que me deixou confusa: ele era lindo! (disso eu não tinha dúvida) Deveria estar acostumado a levar "cantadas" de várias garotas, inclusive muito mais bonitas que eu! Então, por que estava envergonhado? Será que eu estava com algo entre os dentes, ou alguma coisa desse tipo?- bom, acho melhor irmos, para não perdermos as apresentações.
Dei um leve sorriso e o acompanhei, lado a lado, em direção à nossa sala. Estava tão maravilhada com ele que nem percebera anteriormente que ele estava com algumas chaves, controles e canetões em suas mãos.
- A professora pediu que eu pegasse para ela. - falou ele, tentando se explicar (era tão fofo) , provavelmente percebera que estava eu olhando para tais objetos com um ar de curiosidade. Simplesmente sorri, novamente.
- Interessante. - disse-lhe eu, querendo quebrar o silêncio que se fazia entre nós. Senti seu olhar direcionado a mim, e percebi que me olhava de cima à baixo, porém pela primeira vez em minha vida, gostei de sentir tal sensação. Imagine, quem não gostaria de ver um homem como aquele supostamente interessado em você? Dei um leve sorriso resultante de meus pensamentos. Ele estava olhando sim, mas disfarçadamente é claro. Com certeza ele não se daria ao luxo de ser pego olhando para alguém de tal forma... Ele fez um sinal aprovativo com a cabeça, não entendi muito bem se aprovava o meu corpo, meu sorriso, o interessante que foi dito anteriormente ou ainda se foi um sinal afirmativo de seus pensamentos... Enfim chegamos em nossa sala, estavam todos sentados, inclusive a professora, acredito que estavam à espera dos materiais que estavam com ele. Ele abriu a porta e entrou:
- Finalmente senhor Eduardo, estávamos à sua espera! - disse a professora que descobri mais tarde que se chamava Charlote Batista.
- Perdão senhora Batista, mas encontrei alguém perdida pelos corredores - disse 'Eduardo' ( que nome maravilhoso! Combinava perfeitamente com ele! ), apontando à minha pessoa, enquanto eu ia entrando pela porta da sala.
- Humm... Pois bem, vamos começar as apresentações, com... você mesmo, mocinha! - novamente referiam-se a mim.
- Eu!?- estava assustada e um pouco confusa, mas prossegui - meu nome é Carolina Silveira, mas podem me chamar de Carol, que é meu apelido, completarei 20 anos daqui a 15 dias, me mudei recentemente à Curitiba onde tenho um apartamento, morava em Cascavel com meus pais. Adoro ler, e escrever, amo animais principalmente cachorros, sou de Capricórnio, e adorei o pouco que vi da cidade..., obrigada.
Terminei e fui a procura de alguma carteira vazia enquanto meus "colegas" se apresentavam. Por pura coincidência, o único lugar disponível era ao lado de Eduardo, mas (com certeza) eu não me importei, pedi licença e sentei-me ao seu lado-com certo prazer é claro-... As apresentações foram acontecendo, eu estava meio desligada, mal prestei atenção na apresentação de Eduardo, só sei que ele disse que seu apelido era Edu... Estava tão desligada enquanto copiava a matéria que senhora Batista passada que nem percebi quando tocou o sinal... Continuava lá, copiando e lendo meu livro, até que Edu me chamou:
- Hei! Acho melhor você vir conosco para a sala da senhora Fernandes. - disse enquanto me tocava (aquilo tudo era tão fofo!).
- Ah sim, claro, obrigada!- Falei enquanto guardava meu material, ele ia saindo pela porta. Pensei que ele me esperaria como um cavalheiro faria, porém não ele tinha ido sem me esperar, e ainda mais, ele sabia que eu não conhecia a faculdade, então estaria perdida novamente.
Porém estava enganada, ele me esperava do lado de fora da porta, para minha felicidade.
- Você está ai! - exclamei quando o vi - Pensei que já tivesse ido, e me deixado perdida novamente!
- Eu nunca faria isso, não seria nada gentil da minha parte, inclusive sabendo que você é nova por aqui. - Disse Edu, com um sorriso no rosto, talvez estivesse gostando da minha cara de surpresa misturada com vergonha e gratidão.
- Obrigada!- estava muito feliz com sua companhia.
Fomos até a tal sala e nos concentramos na aula, novamente sentamos juntos, porém dessa vez não sei se foi por coincidência ou por "armação dele". As aulas passaram.
Estava eu indo para fora da faculdade ( era o único lugar que eu sabia ir!); estava no telefone com Mateus, que deveria estar ali para me buscar, porém "furou" comigo, pra variar. Estava disposta a pegar um táxi, desliguei o celular e fui a procura de um. Foi quando vi Edu, ele falava ao celular enquanto atravessava a rua, e vinha um carro em alta velocidade na direção dele. Como eu já estava próxima, sai correndo e o puxei para a calçada imediatamente. O carro passou por nós rapidamente, tenho certeza de que se o tal carro atingisse Eduardo, alguma tragédia ocorreria. Tinha o puxado tão rapidamente que ele veio em direção ao meu corpo, ficamos "abraçados" ou melhor estávamos juntinhos. Tudo ocorreu tão rapidamente, que seu celular voou e foi parar embaixo do carro, virou destroços. Ficamos imóveis por alguns instantes, provavelmente ambos pensávamos no que havia acontecido.
- É melhor prestar atenção por onde anda! - falei calmamente enquanto nos afastávamos.
- Concordo totalmente com você! - ele disse de maneira tão gentil. - Acho que você salvou minha vida! - falou de forma generosa e fofa, demonstrando estar super grato.
- Então estamos "quit's"!
- ???? - ele estava em duvida.
- Você me ajudou a achar a sala e tal...- tentei me explicar.
- Ah, mas aquilo foi só minha obrigação! - ele disse enquanto íamos em direção ao estacionamento, eu acho. - O que posso fazer para lhe agradecer.? - ele estava sendo tão gentil, mas eu não podia aceitar.
- Nada imagina, não foi nada além da minha obrigação de cidadã! - eu disse em um tom um pouco irônico... Ambos caímos as gargalhadas... Meu celular tocou, era Mateus:
-Eu tentei mas não vai dar pra mim ir ai mesmo, desculpa. - Mateus disse tentando explicar-se.
- Eu dou um jeito, já estou procurando um táxi. - tom de "não tem problema".
- Ok, desculpa mesmo, tchau.- disse meu primo, Edu já estava indo embora. Tirou uma chave do bolso e foi indo, porém antes (como cavalheiro) acenou para mim.
- Ta bem, beijos, se cuide! - Eu sempre fora muito mais responsável do que Mateus, então precisei disser isso (espero que tenham entendido). Edu que já havia ido embora, voltou.
- Desculpe, mas ouvi sua conversa no telefone. - parecia feliz com isso (mas que entrometido!)- Pelo que entendi você precisa de uma carona, é isso? - talvez o fato de eu supostamente aceitar sua carona o deixava feliz, quero dizer, o fato de ele ficar mais algum tempo comigo.
- Não exatamente, estou à espera de um táxi. - embora quisesse aceitar sua carona (também queria ficar mais algum tempo com ele, é claro) não podia dar a entender que sou assim tão fácil!
- Dá para perceber que você não é daqui, mesmo! - ele era bem irônico, mas eu sempre gostei de caras com bom humor.
-??? - não havia entendido nada mesmo...
- Aqui não passa táxi, e isso é fato. - envergonhei-me - Então, acho que você vai ter que aceitar minha carona...- senti um tom de felicidade em sua voz.
-Ah, não precisa, vou ligar pro Matheus. - estava um pouco insegura, claro que sabia que ele não era nenhum maníaco ou algo do gênero, mas mesmo assim, não eramos assim tão íntimos (embora eu salvara sua vida), fui andando, enquanto tentava ligar para meu primo, Edu enquanto isso deu meia volta, em direção ao estacionamento, já havia percebido que ele era rico então deduzi que tinha ido buscar algum carro. Não sabia se deveria estar feliz por ele ter ido, ou triste por ele ter desistido de mim assim tão rápido. Disquei o número de Matheus e pus o celular na orelha. Caixa postal. Tentei novamente, e o resultado foi o mesmo. Enquanto isso percebi que um carro se aproximava ao meu lado. Virei-me e vi Edu à direção em um belíssimo Azera (podemos dizer que é um carrão).
- Vamos, pode entrar. -tom irônico, provavelmente ele havia percebido que eu gostara do carro.
- Não precisa mesmo... - sem jeito.
- Já dá pra parar de ser durona né!? - ele falou enquanto abria a porta do carro. Novamente ele conseguiu roubar-me um sorriso. Entrei no carro e olhei pra ele que sorria para mim. Coloquei o sinto, ele ligou o carro e fomos indo.
- Pra onde vai?
- Acho que pra casa... - convenhamos, isso já era meio obvio!
- Claro, e onde fica? - olhei para ele confusa- Onde fica? A sua casa?- Parecíamos dois bobos sem jeito.
-Ao lado do D'agostine. - esclarecendo: é para ser um restaurante.- Conhece?
- Com certeza! É o melhor restaurante que eu conheço!-aparentava estar feliz- Sério que você mora lá?
-É...- dãããr, eu não teria dito se não fosse verdade, convenhamos...
Ele ligou o rádio, no momento tocava um funk e não uma MÚSICA (em minha opinião, sem ofensas). Olhei para ele com uma cara de desapontamento pois realmente estava desapontada, como um homem como aquele poderia gostar desse tipo de música? Inacreditável!!!
-O que foi?- provavelmente percebera que eu "encarava-o" de maneira, digamos assim... diferente. Mas eu também havia percebido sua cara de insatisfação.
- Sinceramente, você também não está gostando dessa música, não é?- Meus ouvidos já tornaram-se doloridos por ouvir aquilo.- Falei enquanto desligava o rádio...
- Muito obrigado, por desligar- tom ironico, será que ele se ofendera, por eu ter desligado seu rádio, será que abusara demasiadamente? Realmente preocupara-me.- e sim, eu não sou do tipo que gosta de funk, por isso torno a agradecer.- Nossa, que alívio!!! Imagine se tivesse feito algo errado, o que seria do futuro!? Ta bom, exagerei, também não é pra tanto...
O silêncio predominou até que ele decidiu "tentar novamente".
- Vamos ver se você gosta dessas.- falou Edu enquanto colocava o pendrive no rádio. Fiz uma cara de "concordo". Repentinamente começou a tocar "Será" de Legião Urbana... (só pra acrescentar é minha banda brasileira preferida, mesmo estando "inativada"). Fiquei, digamos assim, super animada!!!
- Nossa, muito melhor, mesmo!-afirmei e comecei a cantar baixinho.
- Que bom que gostou- aparentava estar feliz. Ele olhou para mim e provavelmente reparou que estava cantarolando em um volume mínimo.- Fique a vontade, se quiser cantar, não vejo problemas...- e para minha surpresa ELE começou a cantar, bem na parte em que dava a deixa para o refrão. Sorri para ele e acompanhei-o no refrão, estávamos parecendo dois loucos de pedra.
Continuamos cantando e cantando, musicas do Legião -é claro-, até chegarmos em frente ao prédio em que vivo...
-Chegamos...- Edu disse um tanto desanimado (pra aumentar um pouco mais minha ilusão).
- É, e obrigada pela carona, não precisava... -gentilezas a mil...
- Convenhamos que você não estava em uma situação muito favorável. E sim, precisava de uma carona.
-Ok, Ok, você venceu...- risos- Obrigado mesmo!- eu afirmei enquanto ia abrindo a porta do carro para sair.
-Imagina, amigo é para essas coisas... - Estranho não? Eu o conheci a pouco tempo e ele já nos considera "amigos", isso é bom (proximidade) ou ruim (ilusão)??? Realmente gostaria de saber! - Então você morra nesse prédio ai, mesmo?
- Exato! - falta de palavras repentina, por razão desconhecida...
-E o que vai fazer agora?- Senti um tom de curiosidade e interesse no ar...
- Procurar um lugar onde eu possa almoçar... - precisava sim usar o procurar justamente por causas do suposto interesse.- e que não seja muito caro...- face expressando: estou realmente "quebrada".
- Entendo... Então o D’Agostine está fora de cogitação; vamos pensar...- o que ele quis dizer com o “vamos pensar” realmente eu não entendera; portanto é melhor descobrir;
-Como assim “vamos pensar”??? Novamente estou um tanto por fora da situação...
- Não dizem que duas cabeças juntas pensam mais rápido??? Ou algo desse gênero! Então estou te ajudando a achar algum lugar onde haja boa comida e com o preço reduzido, não é isso que você disse?
-Exato, mas... porque estás a me ajudar? Claro que agradeço a sua ajuda, mas acho que já fizestes muito por mim, em uma singela manhã. Pode deixar que dessa vez eu dou um jeito. Obrigada mesmo...
-Você está me mandando embora é isso?- constrangimento imediato da minha parte; - pois bem eu não vou, porque não é certo deixar uma mulher assim como você que está perdida e não tem lugar para almoçar, sozinha e faminta, suponho.
- Desculpe se fui grosseira, tente entender, mal nos conhecemos, estou meio perdida e....
- Com certeza lhe compreendo, e quero lhe conhecer melhor, afinal como você disse mais cedo, “salvamos a vida um do outro”. E além de tudo estudaremos na mesma classe, então é bom para alguém digamos assim ‘novata’ como você ter pelo menos um amigo. Que posso ser eu!- conseguem perceber que frase linda é essa? E ainda conseguem imaginar se ao invés de amigos ele tivesse usado outra palavra...? Não, não chega de ilusão, embora algumas de suas palavras me dêem esperança, isso não é certo, eu mal o conheço, e devo me focar nos estudos, e isso basta! Além do mais eu nem sei se ele tem alguém especial em sua vida!?!? Não, não chega disso. Mas apesar de tudo ele é maravilhoso. Ah! Que confusão em minha cabeça!!!
- Então conseguiu achar ai em sua cabeça o nome de algum lugar para comer? - se permanecêssemos em silêncio, minha ilusão aumentaria ainda mais... e o que seria de nossa futura amizade, como disse ele???
- Sim, sei de um lugar muito bom... Posso lhe fazer companhia? Hoje também iria almoçar fora, pensei no D’Agostine, mas não me agrada fazer minhas refeições sozinho;
- Por mim tudo bem, também prefiro ter companhia durante as refeições; Onde lhe encontro?
-Imagina, você irá comigo, tenha certeza, além do mais independentemente se pegasse um táxi ou não, não saberia ir até lá, portanto, pode ir entrando no carro novamente...- que fofo ele ‘dando uma ordem’, falando desse jeito quem tem como recusar? Entrei no carro. Fomos em direção á tal lugar.
- Não dizem que duas cabeças juntas pensam mais rápido??? Ou algo desse gênero! Então estou te ajudando a achar algum lugar onde haja boa comida e com o preço reduzido, não é isso que você disse?
-Exato, mas... porque estás a me ajudar? Claro que agradeço a sua ajuda, mas acho que já fizestes muito por mim, em uma singela manhã. Pode deixar que dessa vez eu dou um jeito. Obrigada mesmo...
-Você está me mandando embora é isso?- constrangimento imediato da minha parte; - pois bem eu não vou, porque não é certo deixar uma mulher assim como você que está perdida e não tem lugar para almoçar, sozinha e faminta, suponho.
- Desculpe se fui grosseira, tente entender, mal nos conhecemos, estou meio perdida e....
- Com certeza lhe compreendo, e quero lhe conhecer melhor, afinal como você disse mais cedo, “salvamos a vida um do outro”. E além de tudo estudaremos na mesma classe, então é bom para alguém digamos assim ‘novata’ como você ter pelo menos um amigo. Que posso ser eu!- conseguem perceber que frase linda é essa? E ainda conseguem imaginar se ao invés de amigos ele tivesse usado outra palavra...? Não, não chega de ilusão, embora algumas de suas palavras me dêem esperança, isso não é certo, eu mal o conheço, e devo me focar nos estudos, e isso basta! Além do mais eu nem sei se ele tem alguém especial em sua vida!?!? Não, não chega disso. Mas apesar de tudo ele é maravilhoso. Ah! Que confusão em minha cabeça!!!
- Então conseguiu achar ai em sua cabeça o nome de algum lugar para comer? - se permanecêssemos em silêncio, minha ilusão aumentaria ainda mais... e o que seria de nossa futura amizade, como disse ele???
- Sim, sei de um lugar muito bom... Posso lhe fazer companhia? Hoje também iria almoçar fora, pensei no D’Agostine, mas não me agrada fazer minhas refeições sozinho;
- Por mim tudo bem, também prefiro ter companhia durante as refeições; Onde lhe encontro?
-Imagina, você irá comigo, tenha certeza, além do mais independentemente se pegasse um táxi ou não, não saberia ir até lá, portanto, pode ir entrando no carro novamente...- que fofo ele ‘dando uma ordem’, falando desse jeito quem tem como recusar? Entrei no carro. Fomos em direção á tal lugar.
- Onde é que estamos indo? Pelo menos o nome eu gostaria de saber, já que eu não conheço nada por aqui; - depois de algum tempo decidi evitar criar um outro momento silêncio entre nós;
- Claro, estás coberta de razão, o nome lhe ajudará a associar o lugar, é claro, como pude ser tão tolo;- super irônico, talvez um pouco gozado o que até que foi legal; retribui com um sorriso do tipo “Obrigada por gozar de mim, agradeço por tornar esse momento mais alegre, apesar de poder ter me irritado um pouco”;- Estamos indo aoLê Marche. Tenho imensa certeza de que não conhece mas poderia confirmar, por favor? – ironia novamente.
- Ok, vencestes. Não conheço mesmo. – sorriso “você está certo” ativo e em sua direção.
- Melhor assim; - Retribuindo o sorriso;
Continuamos a conversar até que chegamos ao talLê Marche , que era lindíssimo, e muito elegante, deduzi que além de tudo, tinha preços elevados. E agora o que faria? Já estávamos sentados na mesa olhando o cardápio, como ele fizera isso comigo? Eu lhe avisara que muito dinheiro não me pertencia principalmente no momento em questão. Então porque ele me trouxera ali? Estava realmente aflita;
- O que foi?- Edu perguntou-me, supostamente percebera que estava um pouco preocupada.
- Desculpe Edu, mas não posso ficar aqui;- estava sem jeito para lhe disser isso.
- E por que não?- Agora ele é que parecia preocupado, acredito que imaginava se eu não tivesse gostado do lugar ou algo do tipo.
- Adorei o lugar, é tudo lindo e tudo o mais, mas percebi de cara que os presos não cabem no meu orçamento, e isso está me deixando um pouco mal;
-Relaxa, eu é que lhe convidei, pode deixar que eu é que vou pagar. –afirmou ele entre risos tentando me acalmar, porém não teve muito sucesso, embora tivesse gostado um pouco da notícia...
- Não, eu realmente não posso você já fez muito por mim em um único dia.
-Não, mesmo, fica tranqüila, eu é que vou pagar. Não se preocupe!- ele estava sendo muito gentil, eu não tinha o que dizer, continuava constrangida.
-Obrigada, as continuo sem jeito e constrangida, desculpe, mas não irei me sentir bem com isso. – afirmei enquanto me levantava da mesa, para ir embora.
- Não, não... Fique! Você é minha convida; - sorriso constrangido da minha parte. – Por favor, fique!
Senti-me quase obrigada a ficar, ele realmente estava sendo muito cavalheiro.
-Ok, eu fico, mas da próxima vez iremos a outro lugar e você será meu convidado!- obviamente precisava retribuir a gentileza.
- Com todo prazer!- deixou transparecer felicidade em sua voz.
Fizemos os pedidos dos pratos, comemos e conversamos muito... Fizemos inúmeras descobertas um em relação ao outro. Foi maravilhoso!
* Terminado o almoço ele, obviamente, me levou para casa. Nos despedimos com um inocente beijo -ainda não chegamos a ponto de nos despedirmos de forma diferente-, agradeci novamente pela carona e ressaltei que iria retribuir a gentileza. Fui andando em direção ao edifício onde moro e quando virei-me em sua direção ele permanecia lá - com a mão no volante, o vidro aberto, com um sorriso no rosto e olhando para mim. Retribui o sorriso e acenei, ai sim fui em direção ao meu apartamento. O resto da tarde foi realmente muito cansativa, continuei a arrumar as coisas que permaneciam bagunçadas com a mudança. Tomei um banho, e liguei para Matheus que mais tarde veio me buscar para ir na casa dele jantar- vale ressaltar que ele ainda não tinha me levado no mercado mas prometera, novamente, que iria me levar no dia seguinte. Após o jantar voltei para casa. Meu celular assustadoramente começou a tocar, no visor aparecia um número desconhecido, mesmo assim atendi.
- Alô.- disse a voz do outro lado da linha.
- Alô. - falei, ainda um pouco perdida. - Quem fala?
- Tem certeza que você não sabe quem é?- minhas tímidas suspeitas se tornaram certezas, a voz era de Edu.
- Edu?- mesmo supostamente sabendo quem era precisava ter certeza.
- Exato! Viu, eu disse que você sabia!- fiquei feliz em ele estar ligando, tinha passado a tarde inteira pensando nele, porém uma dúvida me veio na cabeça.
- Mas... como?...
- Você deve estar perguntando como e tenho seu número.- Adivinhou, era exatamente isso que eu iria perguntar, mas ele fora mais rápido e me interrompeu.- Pra falar a verdade seu primo Matheus e eu somos grandes amigos, antes de você ir lá eu estava lá, ele me mandou embora porque disse que iria buscar sua prima e me disse que era você, então pedi seu número de telefone. Simples não?
- Nem tanto, - isso realmente era estranho. - mas algumas coisas fazem sentido.
- Mas enfim, só liguei mesmo pra saber como você tá- o que foi isso? ele queria saber de mim??? precisamos reavaliar as circunstancias.
- Estou bem, cheguei bem em casa. - quis fazer uma gracinha, e consegui, ouvi uma risada.
** - Bom mesmo. - tom irônico assim como eu.- E o que fez hoje à tarde?
- Nada de mais.- resolvi despertar ainda mais sua curiosidade, que por sinal seria difícil. Pausa.
- Como por exemplo?- felizmente consegui alcançar meu objetivo, mas despertara novamente a dúvida: Porque ele se interessara tanto em uma mulher como eu? E ainda, ele obviamente teria uma namorada, isso é o que mais me incomodara.
- Arrumar as coisas da mudança... - consegui finalmente deixar meus pensamentos de lado e responder.
- Entendo.- percebi um tom de alívio em sua voz, o que era, de certa forma, bom. -Mas acho que já está tarde, é bom deixar você dormir. - Minúscula pausa, iria responder mas ele continuou.- Seria capaz de ficar conversando com você o tempo todo, mas não é possível. - me dei conta do que ele estava falando, e tive que reconhecer que era algo profundo.-Então, nos vemos amanhã, não é?
- Isso. Nos vemos amanhã, na faculdade. - ainda estava pensativa.
- Quer que eu vá te buscar?
- Não precisa, combinei com Matheus, ele irá de carro amanhã. Obrigada mesmo assim. - embora eu quisesse aceitar, tinha a certeza de que as coisas estavam rápidas de mais e que eu mal o conhecia, essa frase que ele havia dito tinha me deixado um pouco preocupada. Não queria que ele tivesse falsas impressões à meu respeito.
- Não a de que. Tenha uma boa noite. - acho que ele havia ficado ofendido ou magoado com o que eu havia dito, mas eu não tinha outra opção.
- Você também.
- Tchau.- ele falou, e desligou. Mas eu percebi que realmente ele tinha ficado mal. Resolvi que esclareceria essa história no dia seguinte, já estava cansada. Me preparei e fui dormir.
No dia seguinte, acordei com meu despertador tocando, liguei para o Matheus para lhe acordar- tinha certeza absoluta (que confirmei mais tarde) que ele não iria acordar sem minha ajuda. Me arrumei e desci. Chegando lá, vi o carro de Edu parado. Quando ele me viu, abaixou o vidro e me disse:
- Oi, pode entrar que eu te explico tudo no caminho. - falou enquanto abria a porta, porém eu estava um tanto confusa, pois tinha combinado com o Matheus de ele me levar, e ainda tinha rejeitado a carona de Edu. - Não confia em mim? O Matheus me pediu para te levar, ele não tem a primeira aula hoje, agora por favor entre no carro que no caminho eu te explico o resto. Entrei no carro, mas ainda não tinha dito uma só palavra, e nem mesmo sabia porque.
* Peço desculpas pela demora em continuar a postagem, fiquei sem internet por um longo tempo!
** Me desculpo novamente, pois as vezes eu continuo a postagem, mas salvo em rascunho pois não tenho tempo de publicar a pagina, então ela "desaparece", mas brevemente ela voltará ao normal. *-*
- Claro, estás coberta de razão, o nome lhe ajudará a associar o lugar, é claro, como pude ser tão tolo;- super irônico, talvez um pouco gozado o que até que foi legal; retribui com um sorriso do tipo “Obrigada por gozar de mim, agradeço por tornar esse momento mais alegre, apesar de poder ter me irritado um pouco”;- Estamos indo ao
- Ok, vencestes. Não conheço mesmo. – sorriso “você está certo” ativo e em sua direção.
- Melhor assim; - Retribuindo o sorriso;
Continuamos a conversar até que chegamos ao tal
- O que foi?- Edu perguntou-me, supostamente percebera que estava um pouco preocupada.
- Desculpe Edu, mas não posso ficar aqui;- estava sem jeito para lhe disser isso.
- E por que não?- Agora ele é que parecia preocupado, acredito que imaginava se eu não tivesse gostado do lugar ou algo do tipo.
- Adorei o lugar, é tudo lindo e tudo o mais, mas percebi de cara que os presos não cabem no meu orçamento, e isso está me deixando um pouco mal;
-Relaxa, eu é que lhe convidei, pode deixar que eu é que vou pagar. –afirmou ele entre risos tentando me acalmar, porém não teve muito sucesso, embora tivesse gostado um pouco da notícia...
- Não, eu realmente não posso você já fez muito por mim em um único dia.
-Não, mesmo, fica tranqüila, eu é que vou pagar. Não se preocupe!- ele estava sendo muito gentil, eu não tinha o que dizer, continuava constrangida.
-Obrigada, as continuo sem jeito e constrangida, desculpe, mas não irei me sentir bem com isso. – afirmei enquanto me levantava da mesa, para ir embora.
- Não, não... Fique! Você é minha convida; - sorriso constrangido da minha parte. – Por favor, fique!
Senti-me quase obrigada a ficar, ele realmente estava sendo muito cavalheiro.
-Ok, eu fico, mas da próxima vez iremos a outro lugar e você será meu convidado!- obviamente precisava retribuir a gentileza.
- Com todo prazer!- deixou transparecer felicidade em sua voz.
Fizemos os pedidos dos pratos, comemos e conversamos muito... Fizemos inúmeras descobertas um em relação ao outro. Foi maravilhoso!
* Terminado o almoço ele, obviamente, me levou para casa. Nos despedimos com um inocente beijo -ainda não chegamos a ponto de nos despedirmos de forma diferente-, agradeci novamente pela carona e ressaltei que iria retribuir a gentileza. Fui andando em direção ao edifício onde moro e quando virei-me em sua direção ele permanecia lá - com a mão no volante, o vidro aberto, com um sorriso no rosto e olhando para mim. Retribui o sorriso e acenei, ai sim fui em direção ao meu apartamento. O resto da tarde foi realmente muito cansativa, continuei a arrumar as coisas que permaneciam bagunçadas com a mudança. Tomei um banho, e liguei para Matheus que mais tarde veio me buscar para ir na casa dele jantar- vale ressaltar que ele ainda não tinha me levado no mercado mas prometera, novamente, que iria me levar no dia seguinte. Após o jantar voltei para casa. Meu celular assustadoramente começou a tocar, no visor aparecia um número desconhecido, mesmo assim atendi.
- Alô.- disse a voz do outro lado da linha.
- Alô. - falei, ainda um pouco perdida. - Quem fala?
- Tem certeza que você não sabe quem é?- minhas tímidas suspeitas se tornaram certezas, a voz era de Edu.
- Edu?- mesmo supostamente sabendo quem era precisava ter certeza.
- Exato! Viu, eu disse que você sabia!- fiquei feliz em ele estar ligando, tinha passado a tarde inteira pensando nele, porém uma dúvida me veio na cabeça.
- Mas... como?...
- Você deve estar perguntando como e tenho seu número.- Adivinhou, era exatamente isso que eu iria perguntar, mas ele fora mais rápido e me interrompeu.- Pra falar a verdade seu primo Matheus e eu somos grandes amigos, antes de você ir lá eu estava lá, ele me mandou embora porque disse que iria buscar sua prima e me disse que era você, então pedi seu número de telefone. Simples não?
- Nem tanto, - isso realmente era estranho. - mas algumas coisas fazem sentido.
- Mas enfim, só liguei mesmo pra saber como você tá- o que foi isso? ele queria saber de mim??? precisamos reavaliar as circunstancias.
- Estou bem, cheguei bem em casa. - quis fazer uma gracinha, e consegui, ouvi uma risada.
** - Bom mesmo. - tom irônico assim como eu.- E o que fez hoje à tarde?
- Nada de mais.- resolvi despertar ainda mais sua curiosidade, que por sinal seria difícil. Pausa.
- Como por exemplo?- felizmente consegui alcançar meu objetivo, mas despertara novamente a dúvida: Porque ele se interessara tanto em uma mulher como eu? E ainda, ele obviamente teria uma namorada, isso é o que mais me incomodara.
- Arrumar as coisas da mudança... - consegui finalmente deixar meus pensamentos de lado e responder.
- Entendo.- percebi um tom de alívio em sua voz, o que era, de certa forma, bom. -Mas acho que já está tarde, é bom deixar você dormir. - Minúscula pausa, iria responder mas ele continuou.- Seria capaz de ficar conversando com você o tempo todo, mas não é possível. - me dei conta do que ele estava falando, e tive que reconhecer que era algo profundo.-Então, nos vemos amanhã, não é?
- Isso. Nos vemos amanhã, na faculdade. - ainda estava pensativa.
- Quer que eu vá te buscar?
- Não precisa, combinei com Matheus, ele irá de carro amanhã. Obrigada mesmo assim. - embora eu quisesse aceitar, tinha a certeza de que as coisas estavam rápidas de mais e que eu mal o conhecia, essa frase que ele havia dito tinha me deixado um pouco preocupada. Não queria que ele tivesse falsas impressões à meu respeito.
- Não a de que. Tenha uma boa noite. - acho que ele havia ficado ofendido ou magoado com o que eu havia dito, mas eu não tinha outra opção.
- Você também.
- Tchau.- ele falou, e desligou. Mas eu percebi que realmente ele tinha ficado mal. Resolvi que esclareceria essa história no dia seguinte, já estava cansada. Me preparei e fui dormir.
No dia seguinte, acordei com meu despertador tocando, liguei para o Matheus para lhe acordar- tinha certeza absoluta (que confirmei mais tarde) que ele não iria acordar sem minha ajuda. Me arrumei e desci. Chegando lá, vi o carro de Edu parado. Quando ele me viu, abaixou o vidro e me disse:
- Oi, pode entrar que eu te explico tudo no caminho. - falou enquanto abria a porta, porém eu estava um tanto confusa, pois tinha combinado com o Matheus de ele me levar, e ainda tinha rejeitado a carona de Edu. - Não confia em mim? O Matheus me pediu para te levar, ele não tem a primeira aula hoje, agora por favor entre no carro que no caminho eu te explico o resto. Entrei no carro, mas ainda não tinha dito uma só palavra, e nem mesmo sabia porque.
* Peço desculpas pela demora em continuar a postagem, fiquei sem internet por um longo tempo!
** Me desculpo novamente, pois as vezes eu continuo a postagem, mas salvo em rascunho pois não tenho tempo de publicar a pagina, então ela "desaparece", mas brevemente ela voltará ao normal. *-*